quinta-feira, 5 de julho de 2012


EU ESTAVA DORMINDO



Não sei por que mas eu sempre gostei de máquinas velhas! Seja qual for o motivo, gosto de ficar analisando peça por peça, tentando decifrar como o inventor pensou, o perfeito funcionamento da mesma, a importância de cada peça, para que em conjunto o motor funcione com tanta precisão! Na ocasião em que aconteceu este episódio, eu deveria ter uns dez ou onze anos e morava com meus avôs maternos, pois meus pais haviam morrido, na Vila Operária da Fábrica Nacional de Motores, que fica ao pé da serra de Petrópolis. Perto de casa tinha um carro velho abandonado, que era o meu maior tesouro, eu passava horas e horas ali brincando de mecânico ou de motorista, às vezes ficava apenas sentado pensando no dia em que eu poderia consertá-lo e sair passeando por aí. Certa noite, quando eu sai para ir à escola – nesta época eu estudava no período noturno – passei pelo carro, e como ainda estava cedo para o começo da aula entrei, sentei no banco traseiro e fiquei entregue aos meus pensamentos, acabei dormindo. Quando vovó viu que já passava muito da hora que eu costumava chegar e eu não aparecia chamou todos para procurar por mim. Procuraram por toda a vizinhança, até na delegacia registraram o meu desaparecimento e colocaram policiais a minha procura. Por volta das quatro horas da madrugada, vovô chegou em casa muito cansado, foi para o quarto descansar um pouco, antes porém orou a Deus: “Meu querido Pai, estou muito preocupado com meu neto, por isso me mostra onde ele está”. Neste momento, mesmo antes dele terminar a oração, veio a sua mente a imagem do carro velho, ele correu para lá e eu estava dormindo tranquilo como um anjinho... Vovó ficou muito brava comigo, e quis me dar uma boa e merecida surra, mas vovô disse para ela: “não bata nele não minha filha, nos devemos é agradecer a Deus por ter usado seu neto para mostrar que ELE ouve nossas orações, e está sempre pronto para nos ajudar nas horas de angústias”. Vovó se acalmou e eu escapei de levar uma surra.

terça-feira, 1 de maio de 2012

NÚMEROS 11:1-15
Que povo é este?
Que povo é este? Como é ingrata esta nação!
Este deveria ser o questionamento de Moisés ao perceber a ingratidão de um povo que Deus havia livrado da escravidão e do julgo pesado no Egito.
Será que eles estavam tão cegos que não viram as maravilhas de Deus. O amor que Deus demonstrava através de coisas sobrenaturais feitas só para protegê-los. Eles tinham o maná caído do céu, bebiam água extraída da pedra, atravessaram o mar andando,  Eles tinham nuvens para protegê-los do sol, fogo para guia-los à noite. 
Que povo é este?
 Moisés estava cansando, decepcionado com tanta ingratidão a ponto de desejar a morte.
Lendo este texto fico pensando como somos parecidos com este povo. Quantas igrejas estão fazendo o mesmo com os seus lideres? Pastores que dão a vida pelas suas ovelhas. E elas não reconhecem, vivem fazendo oposição a tudo que a liderança propõe, só para satisfazer as suas vaidades, egoísmo ou interesse pessoal ou só para contrariar (espírito de discórdia).
O que devemos fazer?
Acredito que devemos ser mais agradecidos a Deus por levantar pessoas que estejam dispostas a serem fiéis ao seu ministério. Devemos também orar para que Deus os oriente no seu trabalho e estarmos sempre disposto a ajuda-los, apoia-los e orienta-los quando for preciso.

Assim como há igrejas, também existem pastores e lideres omissos e ausentes às necessidades da igreja. Não assumem a responsabilidade de lideres, para a qual foram chamados, deixam a igreja a sua própria sorte e sem rumo. Não usam o cajado e quando usam são injustos. Será que Deus como Moisés, também, não está decepcionado conosco?
Pesemos nisto.
Peçamos a Deus perdão e oremos a Ele, para que sejam servos mais fiéis e nos dedicar mais ao Seu trabalho.
Creio que esta é a vontade de Deus.
                                                  Paulo Enon Rezende.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Últimos dias de Jesus na terra

Baseado no texto de Matheus 26:33

Os últimos dias de Jesus na terra foram muito difíceis,  havia chegado  a hora dele comprir a missão que o pai havia lhe confiado, ele sabia o quanto iria sofrer e compartilhou isso com seus discípulos. Pedro, cheio de si, e  pensando que era mais valente e melhor e que os outros, disse:
- Senhor, ainda que todos o abandonem, eu não o abandonarei.
Pobre Pedro, como estava enganado.

 Jesus lhe disse:

-hoje mesmo antes que o galo cante, me negaras três vezes.

Pedro não sabia que estava chegando a hora da sua prova também.  Quando Jesus foi preso, Pedro ainda reagiu e cortou a orelha de servo do sumo sacerdote, Jesus repreendeu-lhe dizendo:

- Mete a sua espada na bainha, pois quem com ferro fere, com ferro será ferido.

Levaram Jesus preso. Pedro o seguia de longe e enquanto Jesus estava sendo julgado, ele  assentado ao pé de uma fogueira, aguardava os acontecimentos, quando uma criada o olhou e disse:
-Tu também estavas com ele.

- Não, respondeu Pedro.

Depois apareceu outro e disse:

-Este é um deles.

-Não conheço este homem - Pedro voltou a responder.

Na terceira vez disse outro:

-Verdadeiramente você é um deles, pois o seu jeito te condena.

Ao que Pedro respondeu.

-Não sou.

E o galo cantou. Neste instante Pedro se lembro do que Jesus havia dito.
Pedro caiu em si e se arrependeu, chorando  amargamente.

Varias lições podemos tirar desta Historia:
 Jesus nos ensina a sermos obedientes ate o fim, mesmo sabendo que sofreremos provações  devemos permanecer  fieis , ele nos dará a coroa da vida eterna;

 Devemos ser humilde, e não nos julgar melhores que ninguém, porque somos humanos, falhos e sujeitos a fraquezas;
3º  Não devemos permanecer no erro;

 Deus este sempre pronto a nos perdoar e purificar de todos os pecados, assim como perdoou Pedro.

 Não devemos ser apressados no falar – quem muito fala, muito erra. Diz o ditado popular.  As vezes uma palavra impensada nos leva a uma situação constrangedora.

 Esta historia demonstra o grande amor que Deus nos dispensa, pois desprovido da sua gloria, assumiu a forma humana para nos dar a salvação, tornando-se o melhor e o maior presente de natal que existiu e que jamais existira outro igual.
Obrigado Senhor. Amem.
Paulo Enon

terça-feira, 20 de março de 2012


Visita aos Gadarenos

Texto baseado em Marcos 5: 1-20.

Jesus  decidiu visitar a província dos Gadarenos, foi uma viagem difícil, pois houve uma tempestade e Ele teve que intervir  deixando os discípulos atônitos e perguntando: que Homem é este que ate o mar e o vento os obedecem?
Assim que pisou em terra correu ao seu encontro um homem endemoniado gritando:

-Jesus filho do Deus altíssimo, que nos temos contigo?

- Como e seu nome - Perguntou Jesus?

- Legião porque somos muitos, responderam.

- Saia deste homem - Disse Jesus.

- Não nos expulsem, rogavam eles.

Pastava por ali uma grande manada de porcos, e os demônios pediram que Jesus  deixasse eles entrarem neles.

Jesus permitiu e eles entraram nos porcos, que saíram em disparada, precipitando-se no mar, e o numero deles eram quase dois mil.
O povo sabendo do ocorrido, e apesar de ver aquele  homem em sã consciência e  louvando a Deus, preferiram pedir a Jesus que fosse embora dali antes que houvesse mais prejuízos.
Que  diferença temos nos  daquele povo?
 Que estamos trocando por Jesus?
 Quem são os nossos porcos?
Será o descaso com as coisas de Deus?
Será nossa casa?
Será nossa família?
Será o nosso lazer ou o dinheiro?
Devemos pensar nisto e sermos mais vigilantes para não cairmos no mesmo erro dos Gadarenos.
"Senhor nunca nos deixe  desviar dos seus caminhos, e nem trocar o Senhor por nenhum dos nossos interesses, e que nossos desejos sejam unicamente fazer a sua vontade."

Paulo Enon

sexta-feira, 9 de março de 2012


A ORAÇÃO DO TIO JEHÚ

           Meus avós maternos - Antônio e Isabel Motta - sempre foram muito cuidadosos com a educação religiosa dos seus sete filhos. Apesar das atividades do campo de onde tiravam o sustento da família ocupar tempo, nunca deixavam os de realizar o culto doméstico diariamente . Deus sempre foi cultuado e honrado naquele lar, de modo que todos tiveram a oportunidade de conhecer sobre o amor e o poder de Deus, aprendendo a sempre confiar nELE.
 
        Certo dia vovô estava arando a terra para o plantio com o boi mimoso próximo de casa, quando minha avó chamou Tio Jehú, que tinha na época seis anos, para levar uma merenda para o pai. No caminho ele encontrou uma cobra e ficou muito amedrontado, mas colocou a merendeira no chão, ajoelhou-se e orou assim: “Papai do Céu, abençoe o papai a mamãe e o boi” , passou por cima da cobra e foi embora.

         Quando encontrou o pai, contou-lhe  o havia acontecido e a oração que fizera. Vovô foi onde o menino falou ter visto a tal cobra, e observou ela estava morta, ele agradeceu a Deus o livramento e  ficou muito contente porque seu filho tão pequeno já sabia confiar em Deus e no poder da oração.

Toda honra e toda gloria sejam dadas a nosso grande Deus. Amem.

Paulo Enon Rezende.

sábado, 25 de fevereiro de 2012


PAPAI CHOROU
Eu tinha seis ou sete anos quando meu pai foi convidado para montar uma olaria em um lugar chamado Ponte Alta, distrito de Rezende estado do Rio de Janeiro, onde estava surgindo uma vila, este lugar ficava  longe de Rezende e  era difícil o acesso, pois as estradas eram muito ruins, o que dificultava o transporte de tijolos, telhas, ladrilhos etc. Foi por isso que surgiu a idéia de montar uma olaria nesta comunidade. Meu pai foi o profissional convidado e aceitou prontamente.
No principio foi muito difícil para ele,  pois o dinheiro que levou tinha acabado antes de estar pronta a primeira fornada de tijolos, cuja entrega estava prevista para a semana seguinte. A situação se complicou pois sem dinheiro o negocio não anda, principalmente para uma família como a nossa, que havia chegado recentemente e não tinha pra quem apelar e papai como o único provedor da. As nossas reservas de alimento foram ficando escassas, ñ havia mais dinheiro para reposição, de onde se tira e não se coloca um dia acaba – como diz a sabedoria popular – e foi  que aconteceu. Um dia acordamos sem nada pra comer, papai nos chamou para o culto diário, leu a bíblia, comentou, cantamos vários hinos e corinhos. Na hora da oração papai clamou assim “Senhor meu Deus, nós  hoje não temos nada para comer, mais eu creio em tuas promessas e confio em tua providencia, por isso sei que não deixara meus filhos ficarem com fome e com certeza dará um jeito para nos alimentar, agradeço em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Amem” . Terminado o culto ele  disse para mamãe “Velia, vou ao mato tirar palmito” pegou um facão e saiu, quando começou a subir a encosta do morro chegou um japonês que possuía uma horta não muito longe de nossa casa, vinha trazendo uma cesta cheia de verduras, legumes e frutas. Vendo o homem papai voltou para atendê-lo, então o japonês falou : “ Sr Alfredo, sou seu vizinho mais próximo e venho dar-lhe boas vindas e trazer esta cesta com verduras  e dizer-lhe que toda vez que precisar pode mandar buscar mais pois aminha produção é grande e só posso ir a Rezende nos fins de semana vende-las, por isso pode mandar buscar sem constrangimento”. Eles ficaram conversando algum tempo, meu pai agradeceu muito e o homem foi embora.
Papai entrou em casa e chamou todos nós em seu quarto, nos colocou de joelhos em volta da cama, e começou a agradecer a Deus, começou mais não terminou porque chorava copiosamente e as lagrimas não deixaram, todos nos choramos de alegria e gratidão por tão grande benção derramadas sobre nós, assim cumpriu  as escrituras que diz no Salmo 37:25 “ fui moço e agora sou velho, mas nunca vi desamparado o justo nem sua dissidência mendigar o pão” louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo.
Paulo Enon

domingo, 19 de fevereiro de 2012


Reflexão
           Provérbios 14:33  No coração do prudente, repousa a sabedoria, mais o que há no interior dos insensatos  vem a lume.

             Certa vez um pastor foi convidado para fazer uma serie de conferencias em uma igreja fora da sua cidade, no caminho sofreu um acidente que deixou seu carro bastante avariado, o que não o impediu de chegar a tempo de cumprir seu compromisso.

            Durante a palestra, contou o que havia ocorrido no caminho e do livramento que Deus havia lhe dado, pois não sofrera nenhum arranhão. Neste momento foi interrompido pelo pastor da igreja com a seguinte pergunta:

 - Se Deus te protegeu porque também não evitou a colisão?

Sem entender o propósito da pergunta, o conferencista sentiu a necessidade de mudar a reflexão que havia preparado com tanto carinho, pois o impacto daquele questionamento   levantou duvida em todos os presentes. Orou a Deus pedindo sabedoria e respondeu:
           - Quem somos nos para questionarmos a Deus? Ele sempre faz a parte dele, resta saber se estamos fazendo a nossa!  Será que eu estava dirigindo com a devida atenção? Será que fui imprudente? – Na maioria das vezes a falta de atenção e o descuido nos causam prejuízos, doenças, mal entendidos e aborrecimentos desnecessários.  Muitas vezes quando colocamos a culpa em Deus por não nos livrar de determinadas situações, esquecemos o que diz o ditado popular que diz: “Quem semeia vento colhe tempestade”. Por isso também não devemos culpar satanás por tudo de ruim que nos acontece. O que temos de fazer e pedir misericórdia, sabedoria e perdão pela nossa irresponsabilidade e falta de juízo.

Portanto, irmãos, não devemos questionar Deus, pois sua vontade é soberana e o seu coração misericordioso, é só confessar nossos pecados e duvidas pois ele é fiel e justo para perdoar todas as nossas iniqüidades.  
           Sejamos mas prudentes em nosso relacionamento com Deus e com nosso próximo e que nossos lábios professem palavras sabias.

Que Deus nos abençoe. Amém.
            Paulo Enon


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012


 O BOI MIMOSO SUMIU.
          Certo dia o boi de guia do meu avô sumiu (boi de guia é aquele que vai à frente do carro de boi guiando os outros, geralmente é o boi mais obediente aos comandos do carreiro). Vovô procurou por toda a parte onde ele costumava a passar, tudo em vão. O boi sumiu mesmo, continuou procurando por vários dias e nada, então ele decidiu entregar o problema nas mãos de Deus e orou.
           - Senhor, meu Deus, sou tão pequeno e fraquinho preciso de seu auxilio, pois já fiz tudo que podia fazer, portanto peço que me mostre o mimoso vivo ou morto, se estiver vivo vou buscá-lo se morto me conformarei e deixarei de procurá-lo, te peço em nome de Jesus- Assim orou meu avô.
           Depois da oração deitou e logo adormeceu, sonhou que o boi estava na caieira, lugar onde se tira a cal, que fica isolado por um capão de mata, isto é uma pequena reserva de mata nativa.
           Pela manhã o vovô levantou e disse par a vovó.
           - Achei meu boi.
            - Como? -Perguntou vovó.
           - O senhor me revelou em sonho.
           Vovó tomou café e saiu para buscar o animal. No caminho encontrou um vizinho que lhe perguntou pelo referido boi.
           Vovô respondeu:
         - Orei ao Senhor meu Deus e pedir que me mostrasse onde ele estava e o Senhor me mostrou em sonho. Vou buscá-lo agora.
          O vizinho sorriu e disse:
          - Até o senhor seu Motta, acreditando em sonho.
          - Acredito sim! No poder de Deus que pode usar o meio que quiser para responder as nossas orações. Ele falou comigo e mostrou onde estava o Mimoso. O senhor vai ver- Respondeu meu avô.
          E saiu pensando até quando terei que falar do amor de Deus para este homem, para que ele entenda que Deus nos ama e quer o melhor para nós.
         Chegando ao local determinado viu o boi tal qual mostrado no sonho e o trouxe de volta para casa sobre uma forte emoção de ter recuperado o seu animal querido.
         Este incidente teve um efeito tão forte sobre o seu vizinho, foi como uma gota d’água que falta, como se diz, para que ele entendesse de uma vez por todas o poder e o amor de Deus por nós, tanto assim que aceitou o Senhor Jesus Cristo como o seu salvador pessoal, permanecendo fiel durante toda a sua vida.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


 LIÇÕES QUE O COTIDIANO NOS ENSINA
Na minha infância gostava muito de passear na fazenda de tio Totonio ( Antonio Lima). Era um lugar lindo, com a sede no alto de uma colina, um pomar de um lado e o curral do outro, no fundo passava o caudaloso Rio Itabapoana, na frente passava uma estrada estadual, que liga cidade de Bom Jesus do Itabapoana ao resto do estado do Rio de Janeiro. Em uma destas visitas pude assistir a marcação do gado, fiquei impressionado com a forma que usavam neste trabalho, eles laçavam o boi, amarravam, derrubam e o deixavam imobilizado, vinham com um ferro que tinha o símbolo da fazenda aquecido em uma fogueira até ficar em brasa,e encostavam no couro do animal, queimando e soltando uma fumaça com um tremendo cheiro de couro e cabelo queimado, o bichinho se estremecia de dor. A cena me deu tanta pena, que eu quase chorei, perguntei ao meu tio: por que tanta crueldade com o pobre boi? Ele me respondeu:  filho, isso faz o bicho sofrer mas é necessário, porque de agora em diante, terá minha marca por toda vida, e onde quer que for saberão que ele me pertence.
O tempo passou e eu nunca me esqueci daquela cena, meu tio morreu, a fazenda virou cidade, e eu ainda sinto aquele cheiro, e vejo o boi tremendo de dor.
Certo dia lendo a bíblia, no livro de Gálatas 6:17 onde está escrito” desde agora ninguém me inquiete porque trago no corpo as marcas do Senhor Jesus”. lembrei das palavras de meu Tio “onde quer que ele andar todos saberão que me pertence” comecei a meditar, nestas palavras e comparar com a vida cristã.
Primeiro precisamos ser laçado pelo evangelho de nosso Senhor, depois deixar-nos cair do nosso orgulho, de nossas maldades, de nosso egoísmo etc. para que levantemos com as marcas do Senhor Jesus. Sabemos que isto também causa sofrimento, pois seremos criticados. devemos deixar algumas praticas e prazeres, até perdemos alguns amigos, mas esse sofrimento é como a dor de parto, que passa com o nascimento do bebe, pois causa em nós um novo nascimento e seremos uma nova criatura, e estaremos gozando da presença do Senhor para sempre, e em qualquer lugar que formos saberão que pertecemos a ele.
E que  marcas são essas? o Amor, a Justiça, a Mansidão, o Gozo, a Paz, a Longanimidade, a Fé, a Benignidade, a Temperança, a Bondade etc. (Gálatas 5:22). Por tudo isso afirmo que o nosso dia a dia tem muito a nos ensinar.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012



 A VERDADE VOS LIBERTARÁ- João 8:32.

Este era o lema do vovô Motta. Certa vez ele vinha de uma viagem evangelística, montado em sua mula, puxando o seu burro com os caçoais cheios de ovos e outros produtos que trocavam por pães e bolachas que era mais um pretexto para pregar o evangelho e uma ajuda para as suas despesas, já que sua igreja não lhe dava nenhum auxílio financeiro.
Numa dessas viagens trazia consigo dinheiro de uma congregação para compra material para construção de seu santuário, quando foi abordado por um ladrão que lhe perguntou puxando um punhal.
- O senhor tem dinheiro ai? Passe pra cá.
- Tenho sim. – Respondeu vovô.
O ladrão então falou para ele:
- Tem nada. Se tivesse não dizia. Me dê umas bolachas ai.
        O vovô deu as bolachas e o ladrão foi embora deixando ele com o dinheiro da congregação do arraia dos Quebrados, nome dado a uma pequena vila nos arredores de Bom Jesus de Itabapoana.

“Seja porém o falar sim, sim, não, não. O que passa disso é de procedência maligna” Matheus 5:37

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012


DADOS PESSOAIS

Meu nome é Paulo Enon Rezende, nasci a em 19 de novembro de 1938, na cidade de Bom Jesus de Itabapoana no estado do Rio de Janeiro. Sou filho de uma família tradicionalmente evangélica (Batista), tanto meus avós paternos quanto maternos eram membros ativos da igreja Batista, exercendo função de professores de escolas bíblicas, evangelistas diáconos.

Meu avô paterno, Angelino de Souza Rezende, era comportor isto é vendia bíblias, hinários, revistas e livros evangélicos. O exercício dessa função requeria viagens pelo interior do estado do Rio de Janeiro, levando a palavra de Deus, tendo como meio de transporte cavalo ou burro (mula).

Meu avô materno, Antônio Motta, era lavrador e carreiro, nome este dado a quem trabalha com carro de boi, profissão esta que deixo depois de um acidente. Na verdade o que ele gostava de fazer era pregar o evangelho de Jesus Cristo. Ele era um evangelista nato, tinha uma verdadeira paixão pelas almas. No tempo em que exercia seu trabalho usa parte deste para evangelizar ensinado e pregando a palavra de Deus. Assim, que apesar das dificuldades de comunicação típica da época, conseguiu espalhar pelo sertão dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo a preciosa semente do evangelho de Cristo. “Aquele que leva a semente andando e chorando voltará sem dúvida com alegria trazendo consigo seus molhes” Salmo 126-6.

Cada semana trabalhava de segunda a quarta-feira em seu sítio, uma pequena ilha do rio Itabapoana na cidade de Bom Jesus, esta ilha ficava nos fundos de sua casa. Na quinta-feira ele comprava pães, roscas e bolachas, colocava no lombo do seu burro e montava em sua mula e lá ia ele pelas localidades circunvizinhas evangelizando de casa em casa com a desculpas de vender ou trocar suas mercadorias por ovos, galinhas patos e outros produtos da terra. Com este trabalho fundou vários pontos de pregação e congregações, sendo que muitas delas são hoje grandes e operosas igrejas, com a Igreja de Pau Ferro na usina de açúcar Santa Isabel, Primeira Igreja Batista de Bom Jesus de Itabapoana, Igreja Batista Betel em Queimados  e muitas outras tanto no estado do Rio como em Espírito Santo.

Minha mãe, Velia Motta Rezende, era crente fiel, professora de escola bíblica dominical muita dedicada.

Meu pai, Alfredo Souza Rezende, também era um crente fiel. Sua profissão era oleiro, nome este dado aos fabricantes de telhas tijolos ladrilhos, combomgôs, potes e talhas de barro, recipiente este para armazenar água. Ele, também, foi um grande evangelista, regente do coro da igreja solista, dono de uma lindíssima voz, barítono.

Quanto a mim, sou membro da Igreja Batista da Graça, sou diácono e gosto muito de evangelizar, sempre que visito alguma igreja me apresento como evangelista. Sou casado com uma maravilhosa mulher, Nair Rocha Rezende, tenho quatro lindas filhas, Michelita, Michele, Ana Paula e Rosaní, todas fiéis servas do senhor Jesus Cristo. Louvado seja o senhor meu Deus por tão grande benção.
Salvador, 27 de janeiro 2012